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quarta-feira, 8 de agosto de 2007
O Guia Cético para assistir a Quem somos nós
Depois de algum tempo voltei a entrar no blog Dragão da Garagem e vi com alegria que está publicada a terceira e ultima parte do O Guia Cético para assistir a “What the Bleep do We Know?”, o tal Quem Somos Nós. Texto muito bom, argumentações pertinentes e material bem pesquisado. Ajuda a refletir sobre o filme e as motivações dos autores. Podemos até não concordar com uma ou outra análise, mas é sempre motivo de louvor que alguém exerça o espírito crítico neste mundo insensato em que vivemos. Vale uma leitura atenta.
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domingo, 27 de maio de 2007
Filosofia para o dia-a-dia
Costumo visitar a banca de jornais uma vez por semana. Normalmente aos sábados. Religiosamente compro a Carta Capital e mais alguma revista que me emocione. São raras, aliás. Duas revistas espanholas de história e a mensal Vida Simples costumam ser as poucas exceções. Às vezes levo uma Rolling Stones, a Caros Amigos, a Época Negócios ou mesmo a Época (esta mais raramente). Cansei de gastar dinheiro com revistas com pautas fracas, abordagens superficiais e muitas vezes com viés político, como a Veja e a Exame. Por isso, decidi só comprar o que me dá prazer na leitura. E a Vida Simples é uma delas. Não que adore todas as edições. Acho que há um descompasso nas pautas, o que faz alguns números serem muito bons e outros medianos. Mas mesmo assim, na média, não ofende e sempre tem algo de interessante.
Mas toda esta volta é para citar um DVD que a revista acaba de lançar. Na minha visita à banca, esbarrei no produto da Vida Simples chamado "Filosofia para o dia-a-dia". Já está à venda o primeiro número (são dois) que aborda em três capítulos "Sêneca e a raiva", "Schopenhauer e o amor" e "Montaigne e a auto-estima". Tudo baseado na obra do escritor suíço Alain de Botton, que tenta em sua trabalho levar a filosofia para o cotidiano das pessoas. Claro que por ser filmes de 24 minutos não é possível uma abordagem muito profunda, mas o pouco que oferece já é muito estimulante e vale pagar os 30 reais pedidos.
Não vi todo o DVD ainda. Consegui assistir a dois dos três capítulos. Alain apresenta o documentário e procura mostrar quem é o filósofo abordado, contextualizar a obra dentro do período em que viveu e como podemos aplicar aquele pensamento em nosso dia-a-dia. No caso de Sêneca, por exemplo, a raiva vem da nossa necessidade de querer que o mundo funcione à nossa maneira. Por isso, temos que estar sempre preparados para quando as coisas fujam do controle. Prever o que pode dar errado faz com que nossa irritação seja bem menor e não nos frustremos. No trânsito, por exemplo, saber que existem motoristas barbeiros e que a qualquer momento vc pode ser fechado por um deles elimina a raiva quando isso realmente acontece.
Ver o documentário dá vontade de ir mais fundo no tema, comprar livros, pesquisar na internet etc. O problema é que muitas vezes esta busca acaba sendo frustrante porque quem fala ou escreve sobre o tema pode não ter o mesmo didatismo de Alain de Botton e aí alguns conceitos são quase impenetráveis. Mas só o fato de o DVD instigar a querer saber mais sobre temas filosóficos já é um grande mérito.
Leia também os posts
Sêneca e a tranqüilidade da alma
Maus efeitos da riqueza
Mas toda esta volta é para citar um DVD que a revista acaba de lançar. Na minha visita à banca, esbarrei no produto da Vida Simples chamado "Filosofia para o dia-a-dia". Já está à venda o primeiro número (são dois) que aborda em três capítulos "Sêneca e a raiva", "Schopenhauer e o amor" e "Montaigne e a auto-estima". Tudo baseado na obra do escritor suíço Alain de Botton, que tenta em sua trabalho levar a filosofia para o cotidiano das pessoas. Claro que por ser filmes de 24 minutos não é possível uma abordagem muito profunda, mas o pouco que oferece já é muito estimulante e vale pagar os 30 reais pedidos.
Não vi todo o DVD ainda. Consegui assistir a dois dos três capítulos. Alain apresenta o documentário e procura mostrar quem é o filósofo abordado, contextualizar a obra dentro do período em que viveu e como podemos aplicar aquele pensamento em nosso dia-a-dia. No caso de Sêneca, por exemplo, a raiva vem da nossa necessidade de querer que o mundo funcione à nossa maneira. Por isso, temos que estar sempre preparados para quando as coisas fujam do controle. Prever o que pode dar errado faz com que nossa irritação seja bem menor e não nos frustremos. No trânsito, por exemplo, saber que existem motoristas barbeiros e que a qualquer momento vc pode ser fechado por um deles elimina a raiva quando isso realmente acontece.
Ver o documentário dá vontade de ir mais fundo no tema, comprar livros, pesquisar na internet etc. O problema é que muitas vezes esta busca acaba sendo frustrante porque quem fala ou escreve sobre o tema pode não ter o mesmo didatismo de Alain de Botton e aí alguns conceitos são quase impenetráveis. Mas só o fato de o DVD instigar a querer saber mais sobre temas filosóficos já é um grande mérito.
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sábado, 26 de maio de 2007
Lei da atração na prática
Tive uma experiência surpreendente ao visitar a sede de um pioneiro canal de vendas pela televisão. No interior do prédio reparei em uma escada bem larga e iluminada por janelões no alto. Abaixo dos vidros, em uma parede branca, vi vários quadros com montagem de fotos sobrepostas. Eram imagens de prédios de apartamento, casa no campo e na praia, automóveis etc. Uma pessoa que me acompanhava, vendo o meu interesse, me disse que cada quadro daqueles foi feito por um funcionário a pedido do dono e principal apresentador do canal. Ele queria que cada um colocasse naqueles quadros um desejo. Olhei supreso para meu interlocutor e disse em tom de pergunta, quase espanto: O Segredo? Mais admirado ficou o meu guia, que não trabalhava lá, com o meu conhecimento, mas confirmou na hora. "É isso mesmo. Desde dezembro o dono vem falando sobre este filme. Eu nunca dei bola sobre isso até ver na capa da Veja". Bom, lá estava eu na frente de um monte de quadros (acho que eram uns 50) e com clara referência à Lei da Atração. Uma coisa é vc ler e ver um filme a respeito, muitas vezes com autores e depoentes que nunca ouvimos falar antes. A outra é enxergar com seus próprios olhos a Lei da Atração sendo colocada em prática em sua primeira fase. Foi muito interessante e motivador. Para quem assistiu ao filme O Segredo sabe que um dos principais pontos da fita é sobre mentalizar o que vc quer até conseguir. Uma dos trechos detalha a história de uma pessoa que colocou em um quadro a foto de uma casa (na verdade uma mansão) em que gostaria de morar. Anos depois ele se mudou para uma nova residência. Quando estava desempacotando as coisas viu junto com o filho o quadro com a foto. Qual não foi a surpresa dele ao constatar que a casa que ele queria no passado era a mesma que ele havia comprado... Bom, e eu aqui presenciando a gênese de sonhos parecidos de pelo menos umas 50 pessoas. Espero que a Lei da Atração funcione para cada uma delas.
Leia outros posts sobre este assunto:
Lei da Atração - primeira parte
Lei da Atração 2
Alimente os Grandes Sonhos
Ainda O Segredo - sobre a reportagem na Veja
Tudo vibra
O Caibalion
Lei da Atração com todos os posts sobre Lei da Atração e O Segredo
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quarta-feira, 25 de abril de 2007
O Segredo e os livros
Era inevitável. Depois do filme O Segredo começou a corrida do ouro das editoras pelos títulos que ajudam a explicar a teoria da atração (o tal segredo). Quem saiu na frente nesta nova leva de auto-ajuda "atracional" foi a Sextante com o Peça e será atendido. A versão em papel de O Segredo chegou às livrarias esta semana. Dos dois, o primeiro tem mais conteúdo e custa baratinho (19 paus). Quando digo conteúdo esclareça-se que além de ser mais minucioso é também mais didático ao apresentar os conceitos, exemplos e definições. O livro oficial fica muito em cima de frases dos participantes do filme que muitas vezes não esclarecem direito algumas questões. Já o Peça consegue jogar alguma luz em questões obscuras, principalmente nos motivos pelos quais vc pede e não consegue ser atendido e o que deve ser feito para tentar reverter o quadro. Claro que nenhuma solução apresentada é fácil, mas para aqueles que viram o filme e procuram mais detalhes me pareceu ser a melhor opção.
Leia posts anteriores sobre O Segredo
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Além de quem somos nós
Este é o título de um livro muito interessante que descobri por acaso xeretando uma prateleira da Livraria Cultura. A autora Alexandra Bruce fez o que os produtores do filme Quem Somos Nós não fizeram: ir atrás do contraponto para suas teorias quânticas (ver crítica deste blog). As principais teses apresentadas no filme são analisada por outras fontes científicas que mostram as pegadinhas e sofismas utilizados em alguns momentos da fita. Texto bem didático e informativo. Vale a pena dar uma olhada. Só tomem cuidado que a contra-capa e a orelha do livro "vendem" a publicação como se fosse uma obra que usa os mesmos conceitos do filme, o que não é o caso. Para quem ainda não viu o filme e está curioso, anote na agenda: acabei de receber a revista da TVA e vi que no dia 24 de maio às 22h15 o canal Maxprime vai exibir o blockbuster quântico.
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sexta-feira, 20 de abril de 2007
Enfim, Branas
A física quântica, com as ressalvas já feitas em posts anteriores, estava me ajudando a ter uma visão mais ampla da gama de possibilidades de entendimento do universo e outras dimensões. Um belo dia encontrei um dvd com uma série de três programas chamada Universo Elegante, produzida e apresentada pelo físico Brian Greene. Um trabalho admirável e muito didático exibido na TV pública americana. Conta toda a evolução da física moderna, como as teorias de Einstein, a física quântica e o sonho de uma fórmula que unificasse as leis dos mundo atômico com as do mundo físico. Uma das possibilidades de solução para o enigma passaria pela teoria das cordas que depois evoluiu para a Teoria M. A idéia básica (segurem-se na cadeira e lembrem-se que tudo isso é a partir de elocubração séria e formulada por físicos de carteirinha) é que temos 11 dimensões e vivemos em uma delas. Pegando uma analogia mostrada no filme, pense em um pão de forma fatiado. Cada fatia representa um universo e estão bem próximas uma das outras. A camada que as protege seriam as branas (um diminutivo de membranas). Quando as branas se encontram daria início a um big bang dentro daquele universo. Desta forma, os cientistas conseguiram uma fórmula matemática que unificasse a física newtoniana e a física quântica e de quebra ainda explicaram o big bang, como aconteceu e o que exista antes dele. Bom, então não há mais enigma? Voltamos ao velho problema que já temos na física quântica com relação à consciência: provas incontestáveis. Ninguém ainda conseguiu provar no mundo real que a teoria funciona na prática. O laboratório científico europeu CERN deve inaugurar até o final de 2007 um novo acelerador de partículas, que está sendo construído num túnel subterrâneo de 27 Km: o Large Hadron Collider (LHC). A partir do LHC, espera-se provar um dos aspectos da teoria M e talvez a origem do universo. Mas voltaremos ao tema em próximos posts.
Abaixo alguns links interessantes:
Branas para leigos como eu
Entrevista com a física Lisa Randall
Marcelo Gleiser escreve sobre a teoria das cordas
Resenha da revista Ciência Hoje sobre o livro Universo Elegante
You tube tem alguns dos capítulos da série Universo Elegante, mas sem legendas
DVD-R da série Universo Elegante e com legendas pode ser comprado no Brasil
LHC é explicado de forma didática no site do Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
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Abaixo alguns links interessantes:
Branas para leigos como eu
Entrevista com a física Lisa Randall
Marcelo Gleiser escreve sobre a teoria das cordas
Resenha da revista Ciência Hoje sobre o livro Universo Elegante
You tube tem alguns dos capítulos da série Universo Elegante, mas sem legendas
DVD-R da série Universo Elegante e com legendas pode ser comprado no Brasil
LHC é explicado de forma didática no site do Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
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quinta-feira, 5 de abril de 2007
O segredo de O Segredo
Há alguns dias já dei uma pincelada sobre o filme O Segredo (ver post), mas acho que faltaram algumas explicações necessárias. A primeira delas: é sempre bom ter um pé atrás quanto ao conteúdo fornecido pelos depoentes para não acontecer como no Quem Somos nós (ver post). A segunda é não acreditar que a lei da atração funciona no sistema fast food: é só pensar que acontece. As coisas não são tão simples assim e este é o grande problema do filme, que faz parecer tão fácil e coloca poucos depoimentos com os alertas. Não adianta vc pensar em desejar uma coisa se o seu corpo não está equilibrado. E como fazer isso? O filme não explica. Só diz que vc precisa ter uma "postura positiva". Talvez seja algo como pedir para não ser assaltado, mas ser uma pessoa que morre de medo de ser assaltada. Vc pede, mas seu corpo sinaliza de outra maneira e aí não dá certo.... A terceira e última explicação é que a idéia do pensamento positivo não é nova e nem é usada exclusivamente nos meios esotéricos. A mentalização funciona com muito sucesso e há muito tempo nos esportes, principalmente olímpicos. Ajuda os atletas a ficarem concentrados e com foco em um objetivo. Agora há pouco vi uma reportagem na TV Globo sobre um atleta brasileiro que vai disputar o Pan na modalidade arco-e-flecha. Ele colocou um alvo em frente da cama para ajudá-lo na mentalização. Assim à noite, antes de dormir, e de manhã, ao se levantar, ele sempre olha para o alvo e se concentra no desafio da busca por uma medalha. Portanto, moral da história, veja o filme O Segredo, que é muito bem feito e empolga pela mensagem, mas com moderação e pés no chão.
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Ainda O Segredo
O filme O Segredo foi descoberto pela imprensa. Como sempre acontece quando nossos intrépidos jornalistas não são informados por assessorias de imprensa, a notícia não existe. Não importa se uma das maiores comunidades no orkut é sobre o filme. Não importa que desde o Quem Somos Nós não havia tanto burburinho sobre uma fita, digamos, alternativa. Mesmo assim nem uma escassa linha foi gasta antes do lançamento do filme. E aí quando dão é para arrebentar. Foi assim na surpreendente (e feia) capa da Veja (01/04) e no artigo do Marcelo Coelho na Folha de S. Paulo de quarta-feira (04/04). Nossos queridos jornalistas fazem uma cobertura rápida e superficial. Sintetizam demais. Cortam demais. Simplificam demais. O pior é que desde a pauta a reportagem nasce a partir de uma tese já estabelecida. O seja: o filme só pode ser picaretagem. Aliás é este o sugestivo título do jornalista da Folha (O Triunfo da Picaretagem), que admite logo no primeiro parágrafo que só conseguiu assistir a 10 minutos de O Segredo...Mas mesmo assim foi o suficiente para tascar uma crítica. Façamos a crítica, porém com embasamento e não a partir de idéias pré-concebidas ou por não conhecer a fundo a questão, como foi o caso da Veja na abordagem da física quântica. Ok, e qual a minha opinião sobre o filme? No próximo post.
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segunda-feira, 2 de abril de 2007
Quem somos nós
Disse no post anterior da importância do contraditório em documentários, mesmo mantendo o fio condutor da tese principal, e a credibilidade dos personagens ouvidos. Acho que o caso mais emblemático para estas duas situações é o filme Quem Somos nós. O físico David Albert ficou furioso com o uso distorcido de suas declarações e tornou isso público (leia - em inglês). Ele não acredita que as leis da física quântica possam ser aplicadas da maneira como aparece no filme (principalmente em relação à consciência) e que são defendidas pelos outros entrevistados. Qual seria o problema de se mostrar isso na fita de maneira aberta? Ficou ainda pior editar para caber no roteiro pré-estabelecido. Mas não parou por aí e foram encontrados outros esqueletos no armário: a loira do filme (conhecida pela alcunha de JZ Knight) na verdade representava um espírito que viveu há 35 mil anos; esta mesma loira criou uma seita para cultuar este espírito e no qual fazem parte os produtores e diretores do filme; o físico John Hagelin ganhou o prêmio Ig Nobel por seu estudo sobre como a meditação coletiva ajudou a combater o crime em New York; o médico Jeffrey Sainover acredita que a homossexualidade é uma doença (vejam e comprovem no site dele). Aliás, estas e outras edificantes histórias sobre o outro lado de Quem Somos Nós podem ser lidas como muito mais detalhes no blog Dragão da Garagem. Bom, isso quer dizer que tudo que está lá no filme é uma porcaria? Calma, nem tanto o mar e nem tanto a terra. Nos próximos posts explico o que disso tudo eu consegui absorver e ter alguma certeza. Enquanto isso, façam um aquecimento lendo este interessante artigo publicado no Saindo da Matrix.
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O Segredo
No início deste ano já circulava em dvd-r em certos meios esotéricos o filme O Segredo, que versa sobre o poder de atração que as pessoas têm mas que a grande maioria não sabe que pode usá-lo ou desconhece sua existência. Em forma de documentário e com depoimentos de alguns especialistas que, de uma forma ou de outra, descreveram em seus trabalhos como atingir este nirvana "atracional", a fita empolga por conseguir vender bem como vc e sua mente podem conseguir praticamente de tudo. De dinheiro a relacionamentos, tudo está no grande catálogo do universo, como disse um dos entrevistados (acho que Joe Vitale), à sua disposição. Em síntese é esse o mote principal do filme. Claro que nem tudo são rosas. Não sei se compraria uma carro usado de uma pessoa que se auto-intitula "visionário", como faz Michael Beckwith, ou metafísico, como Joe Vitale, ambos depoentes no filme. Também sempre fico com uma pulga atrás da orelha quando vejo filmes deste tipo sem o contraditório, alguém fazendo o papel de advogado do diabo. Nunca é um bom sinal e tira a força argumentativa do que vc quer mostrar. Ok, O Segredo é feito para convertidos e para aquela legião de fãs que adoram uma teoria de auto-ajuda e gastam muito dinheiro comprando livros e filmes com este mote, mas qual é o problema de se querer ir um pouco mais longe e atingir outros públicos, digamos, mais céticos?
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quinta-feira, 29 de março de 2007
Acorde, Neo!
Enquanto convivia com minhas indagações sobre o espiritismo (ver post anterior), acabei enveredando para leituras sobre este assunto e, principalmente, sobre religiões orientais. Foi nesta época que estreou o filme Matrix. Ainda não estava totalmente preparado para entender muito do subtexto que a fita continha, mas percebia-se claramente que os autores entraram de cabeça no budismo. A idéia de que vivemos em uma grande ilusão e que a realidade nada mais é do que uma projeção mental permeava todo o roteiro. Conceito adotado também pelo filósofo Platão no seu mito da caverna. Na história, ele demonstra que vivemos num mundo de aparências, de sombras de uma realidade que não conseguimos enxergar. Tudo isso foi se misturando em meu caldeirão de idéias. Vivemos em um mundo real? O nosso universo existe da forma como imaginamos? E a pergunta de um milhão de dólares: podem existir outros universos ao nosso lado e nem percebemos? A saga continua... Para finalizar este post, recomendo um leitura de um artigo publicado na revista Superinteressante que trata deste tema com um pouco mais de profundidade. Link aqui
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