Sempre me preocupei em não ser uma pessoa dependente. Nunca dependi, por exemplo, de aluguel. Aos 24 anos entrei em um financiamento da CEF e comprei uma casa. Procurei poupar para ter algum colchão financeiro que me protegesse das intempéries. Nunca dei um passo maior que a perna. Também nunca usei cheque especial. Enfim, só gasto o que tenho. E, se possível, poupo algum dindim.
Não sei qual a motivação psicológica que me levou a ser assim, mas o fato é que isso virou um hábito que tem sido muito útil na minha vida. Com planejamento consigo comprar algumas coisas à vista e pechinchar descontos. Acho que a única vez que me meti em dívida foi com o financiamento da CEF e, se na época era o único meio de adquirir a casa própria, depois me arrependi ao ver que "comprei" quase duas casas com o valor final ao somar tudo o que foi pago.
Recentemente estava lendo a boa revista Época Negócios (edição de agosto) e me deparei com uma entrevista com Manoel Horácio, presidente do banco Fator, no qual ele menciona o hábito de poupar e como isso lhe garantiu segurança até para demitir seus chefes (algo que também aconteceu comigo este ano). Vejam os principais trechos:
"Sempre usei os conceitos econômicos ensinados por minha mãe, uma mulher muito forte. Um deles é o do pote. Quando o dinheiro é pouco, que todos depositem o seu num mesmo pote para que possa se multiplicar. Isso valeu para mim e meus irmãos até os 21 anos. É o conceito de caixa único, que utilizei na reestruturação de empresas. Ela também me ensinou que, sem dinheiro, não se deve comprar nada. Nunca usei cheque especial. O único financiamento que fiz foi para adquirir um apartamento. Nunca mais tive uma dívida.
Não dá para crescer na carreira sem gostar do que se faz. Por isso é importante ser independente, o que significa construir uma poupança que possibilite, quando preciso, mandar o empregador passear e procurar outra coisa. "
Fantástico! Fiquei até emocionado. A mesma estratégia que eu costumo usar e até as mesmas situações vividas. Enfim, achei que valia a pena compartilhar com vcs este modo de viver. Não sei se é o melhor nem o mais recomendável, mas para mim funciona. Planejamento financeiro é como dieta. Cada um tem que escolher um caminho que seja o mais confortável possível.
Ciência, lógica, antropologia, mitos, sonhos, universos e outras dimensões
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Independência
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Mark Lobato
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
País de hipócritas
Economia é um dos assuntos que este blog procura mencionar de vez em quando. Afinal, não adianta nada estar em busca de novos universos e experiências metafísicas quando o dia-a-dia continua aí implacável. Bom, uma das coisas que não entendia é o motivo pelo qual a imprensa brasileira adora este dólar que vai indo ladeira abaixo. Chega a ser criminosa a omissão do governo e este silêncio da mídia. Não entendia a lógica até ler hoje um post do jornalista Luís Nassif. Claro que uma análise dessas só podia sair mesmo de um blog independente. Viva o blog! Reproduzo abaixo o post e o link para vcs visitarem o blog dele que é muito bom.
O país da hipocrisia
Para entender a posição de parte relevante da mídia com o câmbio
1) Imagine um jornal ou revista com:
100 de receita
35 de custo de papel
40 de custos administrativos e de pessoal
15 de custo de distribuição
10 de margem.
Câmbio a R$ 2,30.
2) Se o câmbio cair a R$ 1,80, todos os valores permanecem os mesmos, menos o custo do papel que cai para 27,4. Só com essa redução, a rentabilidade sobe para 17,61, ou 76% a mais.
3) Suponha, para efeito da simulação, que o custo de conquistar uma assinatura nova corresponda a 30% do seu valor no primeiro ano. Na verdade, o custo é bem maior. Pode chegar a 100% do valor da assinatura no primeiro ano. Só a partir da renovação é que a publicação começa a faturar com o novo assinante.
Mas fiquemos com os 30% de custo.
Para obter o mesmo aumento de rentabilidade que ganha com o dólar caindo a R$ 1,80, uma publicação teria que aumentar em 38% sua carteira de assinantes.
Na verdade, a apreciação do real, ao reduzir o custo do papel e da compra de enlatados estrangeiros, ajudou a encobrir a ineficiência de parte relevante da mídia, em geral aquela que chama de ineficiente o setor que é penalizado com a valorização do real. É o país da hipocrisia.
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O país da hipocrisia
Para entender a posição de parte relevante da mídia com o câmbio
1) Imagine um jornal ou revista com:
100 de receita
35 de custo de papel
40 de custos administrativos e de pessoal
15 de custo de distribuição
10 de margem.
Câmbio a R$ 2,30.
2) Se o câmbio cair a R$ 1,80, todos os valores permanecem os mesmos, menos o custo do papel que cai para 27,4. Só com essa redução, a rentabilidade sobe para 17,61, ou 76% a mais.
3) Suponha, para efeito da simulação, que o custo de conquistar uma assinatura nova corresponda a 30% do seu valor no primeiro ano. Na verdade, o custo é bem maior. Pode chegar a 100% do valor da assinatura no primeiro ano. Só a partir da renovação é que a publicação começa a faturar com o novo assinante.
Mas fiquemos com os 30% de custo.
Para obter o mesmo aumento de rentabilidade que ganha com o dólar caindo a R$ 1,80, uma publicação teria que aumentar em 38% sua carteira de assinantes.
Na verdade, a apreciação do real, ao reduzir o custo do papel e da compra de enlatados estrangeiros, ajudou a encobrir a ineficiência de parte relevante da mídia, em geral aquela que chama de ineficiente o setor que é penalizado com a valorização do real. É o país da hipocrisia.
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domingo, 29 de abril de 2007
Um brejo chamado Brasil
O embaixador e ex-ministro Rubens Ricupero publicou um artigo na Folha de hoje que é uma das melhores coisas que li recentemente. Uma análise econômica perfeita para quem acha que o Brasil vai de vento em popa. Como o texto é muito bem articulado, qualquer síntese prejudicaria a compreensão. Por isso, aí vai na íntegra:
A luz os deslumbra
EM CORO EMBEVECIDO , clama a saparia dos comentaristas econômicos: "Nunca foi tão bom!" - "Foi!" - "Não foi!" - "Foi!". No charco tristonho e escuro, a economia cresce menos que o mundo, que os emergentes, os latinos, os africanos, lenta e pálida como a flor da noite. No entanto, "enfunando os papos, saem da penumbra [...] os sapos. A luz os deslumbra". Que luz será essa? A taxa de juros mais alta do planeta, em nível incompatível com a expansão da produção e do investimento? A de câmbio, que só perdeu neste ano para a da Austrália em termos de apreciação, deixando para trás chineses, indianos, japoneses e outros povos vagarosos? A de investimento, que mergulhou à fundura de 16%, um dos pontos mais baixos de nossa história? A do aumento do volume de exportação de manufaturados, que escorregou de 26% em 2004 para 11% em 2005 e apenas 2% em 2006, indicando o triste fim que nos espera?
O brilho que ofusca os batráquios e faz cantar as pererecas não tem nada a ver com a luzinha pisca-pisca de uma economia real mergulhada no lusco-fusco. Esta acende e apaga como os vaga-lumes de que falava Fernand Braudel: brilham, mas não indicam o caminho. Os fachos sulfurosos que por intervalos varrem o pântano provêm do fogo-fátuo da economia faz-de-conta do mercado financeiro: a queda dos pontos de risco, a miragem do grau de investimento, os fluxos de capitais de arbitragem atraídos pelos juros altos e a moeda valorizada.
Da mesma forma que o obsceno delírio das Bolsas quando empresas demitem milhares de empregados, os vampiros do mercado mal disfarçam a excitação com que, deliciados, saboreiam as quedas do dólar. Para eles, a desindustrialização não tem importância, o real apreciado é um problema positivo. Por que será que nenhum comentou o estudo da Carta do Iedi de março (www.iedi.org.br) mostrando que só nove, de 34 setores industriais, não registraram sensíveis reduções no valor agregado?
Ninguém terá achado sugestivo que quase todas essas exceções se concentram nas áreas extrativas e similares, não na indústria de transformação? Por que o silêncio com que se acolhe a notícia de que os segmentos de alta e média tecnologia (eletroeletrônicos, automobilístico, químicos) sofreram perdas de valor adicionado que chegam a 50%? Quantos jornais deram destaque ao artigo de 16 de abril do "Herald Tribune" sobre as milhares de demissões anunciadas por multinacionais no Brasil? Algum meio de imprensa preocupou-se em publicar reportagens "de interesse humano" sobre o laborioso Vale dos Sinos gaúcho, que teve, em 2006, perdas de emprego de 5,4% no vestuário, 13,2% em calçados, 6,9% em máquinas e equipamentos, com mais de 4.000 demissões adicionais nos primeiros meses deste ano?
Enquanto isso, no brejão do Banco Central, bradam os sapos-tanoeiros: "A grande arte é como lavor de joalheiro". Na partitura do Cecom, não é preciso mudar nada: é preciso apenas que seja uma canção bem martelada. Crescer, para quê, se, no fim do dia, os juros pingam gordos? Emprego? É coisa pra chinês, que só come uma vez por mês. Eufórica, entoa a orquestra hilária: "Não há mais economia, Mas há meta inflacionária...."
Para melhor nutrir as tripas, o manguezal é loteado em 38 minicharcos pelos sapos-pipas. Em brado que o Planalto todo aterra, o barbudo sapo-boi raivoso berra: "Neste lamaçal, sou eu que impera!" - "Sou!" - "Não sou!" -"Sou!". Longe, bem longe dessa grita, 3,5 milhões de jovens de 16 a 24 anos, 45% da força de trabalho, não encontram emprego nem guarita. Quatro milhões já deixaram o país e, a cada ano, dos que partem, 150 mil têm diploma superior. Dobrou, de 95 a 2005, o número de desempregados jovens, um em cada cinco, uma em cada quatro das mulheres, 15,3% dos homens. As cifras deixam mudo, é natural, o coro dos sofistas, mas não são estranhas ao horror do crime, ao medo que nos corrói e nos habita. São esses "inúteis para o mercado", fugidos ao mundo, sem glória, sem fé, no perau profundo, que soluçam, transidos de frio, sapos-cururus da beira do rio... (Com as homenagens e os agradecimentos à involuntária colaboração de Manuel Bandeira).
RUBENS RICUPERO , 70, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda.
A luz os deslumbra
EM CORO EMBEVECIDO , clama a saparia dos comentaristas econômicos: "Nunca foi tão bom!" - "Foi!" - "Não foi!" - "Foi!". No charco tristonho e escuro, a economia cresce menos que o mundo, que os emergentes, os latinos, os africanos, lenta e pálida como a flor da noite. No entanto, "enfunando os papos, saem da penumbra [...] os sapos. A luz os deslumbra". Que luz será essa? A taxa de juros mais alta do planeta, em nível incompatível com a expansão da produção e do investimento? A de câmbio, que só perdeu neste ano para a da Austrália em termos de apreciação, deixando para trás chineses, indianos, japoneses e outros povos vagarosos? A de investimento, que mergulhou à fundura de 16%, um dos pontos mais baixos de nossa história? A do aumento do volume de exportação de manufaturados, que escorregou de 26% em 2004 para 11% em 2005 e apenas 2% em 2006, indicando o triste fim que nos espera?
O brilho que ofusca os batráquios e faz cantar as pererecas não tem nada a ver com a luzinha pisca-pisca de uma economia real mergulhada no lusco-fusco. Esta acende e apaga como os vaga-lumes de que falava Fernand Braudel: brilham, mas não indicam o caminho. Os fachos sulfurosos que por intervalos varrem o pântano provêm do fogo-fátuo da economia faz-de-conta do mercado financeiro: a queda dos pontos de risco, a miragem do grau de investimento, os fluxos de capitais de arbitragem atraídos pelos juros altos e a moeda valorizada.
Da mesma forma que o obsceno delírio das Bolsas quando empresas demitem milhares de empregados, os vampiros do mercado mal disfarçam a excitação com que, deliciados, saboreiam as quedas do dólar. Para eles, a desindustrialização não tem importância, o real apreciado é um problema positivo. Por que será que nenhum comentou o estudo da Carta do Iedi de março (www.iedi.org.br) mostrando que só nove, de 34 setores industriais, não registraram sensíveis reduções no valor agregado?
Ninguém terá achado sugestivo que quase todas essas exceções se concentram nas áreas extrativas e similares, não na indústria de transformação? Por que o silêncio com que se acolhe a notícia de que os segmentos de alta e média tecnologia (eletroeletrônicos, automobilístico, químicos) sofreram perdas de valor adicionado que chegam a 50%? Quantos jornais deram destaque ao artigo de 16 de abril do "Herald Tribune" sobre as milhares de demissões anunciadas por multinacionais no Brasil? Algum meio de imprensa preocupou-se em publicar reportagens "de interesse humano" sobre o laborioso Vale dos Sinos gaúcho, que teve, em 2006, perdas de emprego de 5,4% no vestuário, 13,2% em calçados, 6,9% em máquinas e equipamentos, com mais de 4.000 demissões adicionais nos primeiros meses deste ano?
Enquanto isso, no brejão do Banco Central, bradam os sapos-tanoeiros: "A grande arte é como lavor de joalheiro". Na partitura do Cecom, não é preciso mudar nada: é preciso apenas que seja uma canção bem martelada. Crescer, para quê, se, no fim do dia, os juros pingam gordos? Emprego? É coisa pra chinês, que só come uma vez por mês. Eufórica, entoa a orquestra hilária: "Não há mais economia, Mas há meta inflacionária...."
Para melhor nutrir as tripas, o manguezal é loteado em 38 minicharcos pelos sapos-pipas. Em brado que o Planalto todo aterra, o barbudo sapo-boi raivoso berra: "Neste lamaçal, sou eu que impera!" - "Sou!" - "Não sou!" -"Sou!". Longe, bem longe dessa grita, 3,5 milhões de jovens de 16 a 24 anos, 45% da força de trabalho, não encontram emprego nem guarita. Quatro milhões já deixaram o país e, a cada ano, dos que partem, 150 mil têm diploma superior. Dobrou, de 95 a 2005, o número de desempregados jovens, um em cada cinco, uma em cada quatro das mulheres, 15,3% dos homens. As cifras deixam mudo, é natural, o coro dos sofistas, mas não são estranhas ao horror do crime, ao medo que nos corrói e nos habita. São esses "inúteis para o mercado", fugidos ao mundo, sem glória, sem fé, no perau profundo, que soluçam, transidos de frio, sapos-cururus da beira do rio... (Com as homenagens e os agradecimentos à involuntária colaboração de Manuel Bandeira).
RUBENS RICUPERO , 70, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda.
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
...e um livro
De tempos em tempos surge no Brasil um livro-reportagem imperdível. Este é o caso de Cabeças de Planilha, do jornalista Luís Nassif. Estou quase terminando a leitura, mas já vou avisando que é de ficar remoendo de raiva a cada página. Quantas oportunidades perdidas neste país! Quanto oportunismo! Na Folha de sábado foi publicada uma critica de Marcos Antonio Cintra que consegue sintetizar com precisão a obra. Abaixo alguns trechos e links sobre o livro.
"Nassif compara as políticas e o enriquecimento meteórico do ministro da Fazenda, Rui Barbosa, durante o governo provisório logo após a Proclamação da República (1889-1891), e dos membros da equipe econômica do Plano Real, Gustavo Franco, André Lara Resende, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fritsch, Pedro Malan etc. "
"A revelação nua e crua do Plano Real, como instrumento de acumulação de riqueza privada por um grupo privilegiado, evidencia, mais uma vez, a ausência de um projeto de desenvolvimento para o país. As decisões, aparentemente universais, mascaram os interesses de poucos. Isso nos leva ao segundo ponto. A decisão de aprofundar a integração financeira doméstica com o mercado de capitais internacional, mediante a entrada de investidores na Bovespa, na BM&F, nas captações externas de empresas e bancos, e na internacionalização da riqueza financeira dos endinheirados tupiniquins. "
"As decisões de política econômica e social, que contrariem os interesses dos mercados financeiros, podem desencadear fugas de capitais. As turbulências externas, que elevam a aversão ao risco, podem resultar em saídas dos capitais especulativos. Os preços das commodities ficam sujeitos às oscilações dos mercados financeiros e da economia internacional. A dinâmica doméstica fica condicionada pela externa. Trata-se, portanto, de uma aposta de alto risco e que beneficia a poucos. Os setores favorecidos possuem baixa propensão ao emprego. O povo não cabe no modelo. "
Link para a íntegra do texto (só para assinantes)
Paulo Henrique Amorim entrevista Luís Nassif e traz alguns trechos polêmicos do livro
Pesquise no Buscapé preços do livro Cabeças de Planilha
"Nassif compara as políticas e o enriquecimento meteórico do ministro da Fazenda, Rui Barbosa, durante o governo provisório logo após a Proclamação da República (1889-1891), e dos membros da equipe econômica do Plano Real, Gustavo Franco, André Lara Resende, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fritsch, Pedro Malan etc. "
"A revelação nua e crua do Plano Real, como instrumento de acumulação de riqueza privada por um grupo privilegiado, evidencia, mais uma vez, a ausência de um projeto de desenvolvimento para o país. As decisões, aparentemente universais, mascaram os interesses de poucos. Isso nos leva ao segundo ponto. A decisão de aprofundar a integração financeira doméstica com o mercado de capitais internacional, mediante a entrada de investidores na Bovespa, na BM&F, nas captações externas de empresas e bancos, e na internacionalização da riqueza financeira dos endinheirados tupiniquins. "
"As decisões de política econômica e social, que contrariem os interesses dos mercados financeiros, podem desencadear fugas de capitais. As turbulências externas, que elevam a aversão ao risco, podem resultar em saídas dos capitais especulativos. Os preços das commodities ficam sujeitos às oscilações dos mercados financeiros e da economia internacional. A dinâmica doméstica fica condicionada pela externa. Trata-se, portanto, de uma aposta de alto risco e que beneficia a poucos. Os setores favorecidos possuem baixa propensão ao emprego. O povo não cabe no modelo. "
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Paulo Henrique Amorim entrevista Luís Nassif e traz alguns trechos polêmicos do livro
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Mark Lobato
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